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por DSousa, em 26.09.13

Gatos que eram deuses

 

Neste blogue, por enquanto, só se tem falado de gatos. De gatos que se julgam deuses. De um homem que se julga gato, ou como gato, na sua vida de trepador de telhados. Deêm-me mais uma oportunidade ainda de falar de gatos. De gatos que eram deuses. Isto leva-nos ao Egipto antigo. E a uma história contada por um historiador romano( Diodoro da Sicília)  que, como ele próprio diz, presenciou os factos.

"Quando um destes animais morre, envolvem-no numa tela fina e depois levam-no ao embalsamador, lamentando-se, chorando e dando-se fortes golpes no peito. Em seguida, colocam-no numa tumba sagrada, depois de havê-lo tratado com azeite de cedro e especiarias, que têm a propriedade de preservar o corpo e dar-lhe um agradável odor. Se alguém mata um gato, ainda que involuntariamente, é seguro que será morto, pois o povo amotina-se e trata o culpado com grande crueldade, muitas vezes sem esperar que seja julgado. O medo a tal castigo faz com que alguém, que veja um gato morto se afaste para uma boa distância do corpo do animal, entre lamentações de  que já estava morto quando o encontrou".

De seguida,  o historiador narra o facto relativo a um soldado romano  que, mesmo numa altura em que os egípios tudo faziam para agradar aos romanos, "matou um gato e a multidão não vacilou em agrupar-se em massa junto de sua casa. Nem os oficiais enviados pelo rei, para tentar salvá-lo nem o medo de Roma que todos sentiam, conseguiram salvar o homem do castigo" E acrescenta: " relato este incidente, não por tê-lo ouvido contar, mas porque o vi com os meus próprios olhos, por ocasião de uma visita que fiz ao Egipto".

Com esta, será que encerro as minhas divagações sobre gatos? Não garanto. Gostaria de falar ainda dos gatos na pintura ocidental, já que não foi só os músicos, que se inspiraram nos gatos com tema artístico. Um grande miau!

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publicado às 22:40



Respigando pretende ser um olhar sobre o passado. O meu passado pessoal de deputado durante 24 anos na Assembleia Regional dos Açores(intervenções, etc.).E do meu passado de colaborador na Imprensa. O passado dito e escrito. Um In illo tempore resgatad

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