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A escolha para este blogue de um "template" com um gato no telhado, pode dizer-se que obedeceu a duas razões. A primeira é porque sou um inconcional dos gatos. Eles sempre conviveram comigo, em número elevado às vezes (presentemente são cinco,duas mães, três filhotes)Não me canso de os admirar. Vivos, expressivos, intrigantes, independentes,cultivando o apego ao dono mas mantendo as suas distâncias.Sempre prontos a roçar-se nas pernas do dono, como a mimoseá-lo com com um arranhão; último animal na história a ser domesticado,mantém sempre um grande grau de independência, carinhoso mas não subserviente, amigo do seu amigo, mas mais amigo de si próprio. estando sempre pronto a dar-se mas nunca a entregar-se totalmente.Adora livros e papeis nos quais se espreguiça e dorme olimpicamente.Uma verdadeira obra prima da natureza, assim o considerava Da Vinci. O historiador francês Taine escreveu: "conheci muitos pensadores e muitos gatos, mas a sabedoria dos gatos é infinitamente superior."Theophile Gautier disse que "Deus criou o gato para dar ao homem o prazer de acariciar um tigre".
Mas deixem-me terminar, por agora,com a caracterização mais expressiva que conheço do gato na sua comparação com o cão:
Um antigo professor de Filosofia explicou, numa certa ocasião, a diferença entre gatos e cães com uma parábola curiosa:
Um cão olha para o dono e pensa: "este tipo alimenta-me, trata de mim, dá-me abrigo, brinca comigo e leva-me a passear. Ele deve ser Deus!" Já o gato, por seu lado, olha para o dono e pensa: "Este tipo dá-me comida e água, dá-me abrigo, brinca comigo e deixa-me fazer o que quero. Eu devo ser Deus!"
A outra razão da escolha do template ficará para próxima ocasião.